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POSTAGEM (0361) PF cumpre mandado na sede do governo e na casa de Wilson Lima
A operação ‘Sangria’ apura fraudes e
superfaturamento em contrato de fornecimento de ventiladores mecânicos
hospitalares por empresa comercializadora de vinhos
Manaus – A Polícia Federal (PF) está, na manhã desta
terça-feira (30), na sede do governo do Amazonas, no bairro Compensa,
zona oeste da capital, e na casa do governador Wilson Lima, no Conjunto
Vila Rica, cumprindo mandados de busca e apreensão oriundos da operação
“Sangria’, que investiga fatos relacionados a possíveis práticas de
crimes, como pertencimento a organização criminosa, corrupção, fraude a
licitação e desvio de recursos públicos federais.
A ação da Polícia Federal visa a cumprir mandados judiciais expedidos
pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), sendo 20 mandados de busca e
apreensão e oito de prisão temporária, e conta com a cooperação do
Ministério Público Federal (MPF), da Controladoria Geral da União (CGU) e
da Receita Federal do Brasil (RFB).
No inquérito, constam provas e indícios revelando o desvio de
recursos públicos federais, os quais eram destinados ao sistema
hospitalar estadual, em razão da emergência de saúde pública provocada
pelo novo coronavírus.
O desvio das verbas federais mencionadas ocorreu mediante fraude na
contratação de empresa para fornecimento de respiradores.
Evidenciou-se o
direcionamento da compra para empresa cuja atividade era/é a
comercialização de vinhos.
Os ventiladores mecânicos hospitalares
entregues ao Estado do Amazonas, pela referida empresa, não possuíam as
especificidades técnicas necessárias para a adequada utilização no
tratamento médico.
Ademais, foi detectado o superfaturamento do preço do equipamento.
Laudo pericial produzido pela PF no inquérito, constatou que, se
considerado o valor máximo de mercado dos equipamentos, o sobrepreço
praticado em cada unidade dos ventiladores mecânicos adquiridos
corresponderia a R$ 60.800,71, ou seja, 133,67% a mais em relação ao
valor de mercado, totalizando a quantia de pelo menos R$ 1.702.419,88,
até R$2.198.419,88, sob suspeita de desvio.
Além disso, a investigação policial identificou que a verba pública
federal transferida à empresa contratada foi, em seguida, remetido a
conta bancária no exterior, pertencente a uma outra pessoa jurídica,
aparentemente de fachada, havendo indícios de possível prática de crime
de lavagem de dinheiro.
Os indiciados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de fraude à licitação, peculato, pertencimento a organização criminosa e lavagem de dinheiro, e, se condenados, poderão cumprir pena de até 30 anos de reclusão.
O nome da operação é uma alusão às suspeitas de que uma revendedora
de vinhos tenha sido utilizada para desviar recursos públicos que
deveriam ser destinados ao sistema de saúde.
Nota
Em nota, o governo do Amazonas informa que aguarda o desenrolar e
informações mais detalhadas da operação que a Polícia Federal realiza em
Manaus para, posteriormente, se pronunciar sobre a ação.
Informa,
ainda, que o governador Wilson Lima, que estava em Brasília para cumprir
agenda de trabalho, está retornando para Manaus.
FONTE:
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