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POSTAGEM (0359) General Pazuello se equilibra entre o técnico e o político
Em meio ao avanço impiedoso da pandemia do coronavírus no país, o ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, tem tido pouco tempo para ir aos estados devastados pela Covid-19 –
esteve em seis entes da federação.
Não há registro de encontros com
familiares das vítimas atingidas pela catástrofe. Mas teve tempo de
receber a representante de um não governo.
Na semana passada, Pazuello abriu sua agenda para encontrar a
embaixadora Maria Teresa Belandria, do autodeclarado presidente da
Venezuela, Juan Guaidó.
Belandria é reconhecida pelo Itamaraty como
embaixadora da Venezuela, enquanto o regime chavista liderado por Nicolás Maduro continua no poder.
Entre outras coisas, é a responsável por ajudar a produção de documentos dos venezuelanos no Brasil.
O general Pazuello deve se sentir ligado à causa humanitária da
Venezuela, até porque chefiou a operação Acolhida, ação militar
responsável por ajudar imigrantes venezuelanos no Brasil.
Mas existem
agendas paradas dentro do Ministério onde, evidentemente, não falta
frente de trabalho.
Receber a embaixadora é sem dúvida um gesto político.
Ela pediu
audiência para agradecer ao ministro a ajuda dada aos venezuelanos no
combate ao novo coronavírus.
O problema é que a ideia de um governo
Guaidó permanece, de certa forma, uma ficção.
Foram políticos também
alguns dos atos em relação à pandemia, o mais explícito deles estar
presente uma vez numa aglomeração em que se pediam medidas
antidemocráticas.
Neste caso, fica ainda pior ao ministro interino
porque ele é um militar da ativa e seus gestos são olhados com mais
cuidado.
Em audiência pública virtual organizada pelo Senado, Pazzuello deu
bons passos e no caminho correto.
Causou boa impressão quando disse ser
solidário às família das vítimas e repetiu algumas vezes que era preciso
despolitizar o combate ao coronavírus, elogiando os parlamentares
governistas, os oposicionistas, assim como “nível do debate” no
Congresso Nacional.
E, para a cereja do bolo, o militar ainda exaltou o Supremo Tribunal Federal (STF).
Desde que assumiu como interino, em meados de maio, o ministro
visitou poucas cidades nos estados:
do Amazonas,
Acre,
Rondônia,
Amapá,
São Paulo
e Rio de Janeiro.
“Visitamos hospitais e agenda com
governadores (e secretários) e prefeitos das capitais (e secretários)”,
afirmou a assessoria do Ministério da Saúde.
Outra agenda
importante na área técnica foi a visita à Fundação Oswaldo Cruz
(Fiocruz), onde esteve no Centro Hospitalar da instituição
para a Pandemia da Covid-19.
A torcida no Ministério da Saúde é para que
ele se dedique cada vez mais às questões da emergência sanitária.
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